09 Dezembro, 2010

Chikungunya: Um novo desafio para a saúde pública do Brasil?

O Brasil registrou nos últimos meses os primeiros casos do vírus chikungunya, presente principalmente na África e no Sudeste asiático e transmitido pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes aegypti. Dos três infectados, dois são de São Paulo (capital e Tanabi, região norte) e um do Rio (capital). Todos eles, de acordo com o Ministério da Saúde, contraíram o vírus na Índia ou na Indonésia e só um ainda tem sintomas. A doença é caracterizada por febre e por fortes dores nas articulações das mãos e dos pés que chegam a durar seis meses e podem dificultar o simples ato de escrever. Vem daí o nome chikungunya, que significa "aqueles que se dobram" em suaíli, um dos idiomas falados na Tanzânia, onde o vírus surgiu em 1952.

O tratamento nesses casos é à base de paracetamol, anti-inflamatórios e corticoides. Em 30% dos casos o paciente não sente nada. De acordo com o Ministério da Saúde, a letalidade da doença é muito menor que a da dengue e é próxima de zero. A pasta diz que não houve mortes em uma epidemia na Índia que atingiu 1,3 milhão de pessoas em 2006.
O coordenador do Programa de Combate à Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho, afirmou que o vírus ainda não circula no Brasil, já que por ora todos os casos são importados. Ele não descartou, por outro lado, a possibilidade de isso acontecer, uma vez que há circulação de Aedes aegypti em todas as regiões do país. O principal temor é que alguém que trouxe o vírus de outro país seja picado pelo mosquito, iniciando uma transmissão em larga escala. Nos três casos identificados foi feita uma varredura especial para eliminar larvas do mosquito nos locais em que eles frequentavam.
Para orientar os médicos sobre um vírus inédito, o Ministério deve começar a distribuir nas próximas semanas a unidades do SUS (Sistema Único de Saúde) um guia com orientações sobre a doença elaborado pela Opas (Organização Pan-Americana de Saúde). Por enquanto, só o instituto Evandro Chagas, no Pará, tem reagentes para fazer o diagnóstico no Brasil. Para incluir mais laboratórios, o governo pediu aos EUA um exemplar do vírus para produzir o reagente. A partir do envio do material pelos EUA, o kit para o diagnóstico ficaria pronto em até um mês.
Pessoas com dores nas articulações que voltaram recentemente do Sudeste asiático e da África devem procurar um médico.

Os profissionais da saúde podem aprender mais no site O Brasil registrou nos últimos meses os primeiros casos do vírus chikungunya, presente principalmente na África e no Sudeste asiático e transmitido pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes aegypti. Dos três infectados, dois são de São Paulo (capital e Tanabi, região norte) e um do Rio (capital). Todos eles, de acordo com o Ministério da Saúde, contraíram o vírus na Índia ou na Indonésia e só um ainda tem sintomas. A doença é caracterizada por febre e por fortes dores nas articulações das mãos e dos pés que chegam a durar seis meses e podem dificultar o simples ato de escrever. Vem daí o nome chikungunya, que significa "aqueles que se dobram" em suaíli, um dos idiomas falados na Tanzânia, onde o vírus surgiu em 1952. O tratamento nesses casos é à base de paracetamol, anti-inflamatórios e corticoides. Em 30% dos casos o paciente não sente nada. De acordo com o Ministério da Saúde, a letalidade da doença é muito menor que a da dengue e é próxima de zero. A pasta diz que não houve mortes em uma epidemia na Índia que atingiu 1,3 milhão de pessoas em 2006. O coordenador do Programa de Combate à Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho, afirmou que o vírus ainda não circula no Brasil, já que por ora todos os casos são importados. Ele não descartou, por outro lado, a possibilidade de isso acontecer, uma vez que há circulação de Aedes aegypti em todas as regiões do país. O principal temor é que alguém que trouxe o vírus de outro país seja picado pelo mosquito, iniciando uma transmissão em larga escala. Nos três casos identificados foi feita uma varredura especial para eliminar larvas do mosquito nos locais em que eles frequentavam. Para orientar os médicos sobre um vírus inédito, o Ministério deve começar a distribuir nas próximas semanas a unidades do SUS (Sistema Único de Saúde) um guia com orientações sobre a doença elaborado pela Opas (Organização Pan-Americana de Saúde). Por enquanto, só o instituto Evandro Chagas, no Pará, tem reagentes para fazer o diagnóstico no Brasil. Para incluir mais laboratórios, o governo pediu aos EUA um exemplar do vírus para produzir o reagente. A partir do envio do material pelos EUA, o kit para o diagnóstico ficaria pronto em até um mês. Pessoas com dores nas articulações que voltaram recentemente do Sudeste asiático e da África devem procurar um médico.

Os profissionais da saúde podemos consultar o site da OMS e OPAS que apresenta guidelines para 

"Preparedness and Response for Chikungunya Virus Introduction in the Americas"

Marcadores:

31 Março, 2008

Assinatura Eletrônica


Alguns profissionais de laboratório têm perguntado ao LABConsult se podem usar a "assinatura eletrônica" em seus laudos. Esta é uma questão da “hora”. Há muitos interesses financeiros em jogo no atual movimento pela implantação da assinatura digital na área de saúde, mas realmente existem diferenças importantes entre “assinatura de próprio punho”, assinatura eletrônica e assinatura digital que os responsáveis técnicos devem conhecer.

A assinatura eletrônica é uma forma qualquer de colocar digitalmente em um documento gerado eletronicamente a imagem de uma assinatura e refere-se a qualquer mecanismo, não necessariamente criptográfico, para identificar o responsável por um documento gerado eletrônicamente. A legislação pode validar, por vezes, tais assinaturas electrônicas. A RDC 302/2005 da ANVISA diz “ 6.3.2 O laudo deve ser legível, sem rasuras de transcrição, escrito em língua portuguesa, datado e assinado por profissional de nível superior legalmente habilitado”. Não explicita, portanto, o TIPO de assinatura. O PALC, o programa de acreditação da SBPC/ML, aceita a utilização de assinatura eletrônica e verifica a sua vinculação por senha a um profissional habilitado. A meu ver (ATENÇÃO: A MEU VER) a assinatura eletrônica é válida para a assinatura de laudos de laboratórios desde que o mesmo contenha todas as informações requeridas pela RDC 302/2005 e a assinatura esteja vinculada à senha de um profissional habilitado.

Já a assinatura digital é uma tecnologia que permite uma assinatura confiável de documentos gerados eletronicamente, feita de forma a utilizar “chaves públicas” e “chaves privadas” (criptografia). O funcionamento da assinatura digital ocorre da seguinte forma: é necessário que o usuário tenha um documento eletrônico e a chave pública do destinatário (um usuário pode ser tanto uma pessoa quanto uma instituição qualquer). Através de programas apropriados, o documento é então criptografado de acordo com a chave pública. O receptor usará então sua chave privada correspondente (que é exclusiva dele) para decriptografar o arquivo. Se qualquer bit do documento for alterado a assinatura será deformada, invalidando o arquivo. A utilização da assinatura digital providencia a prova inegável da origem (emissão) do documento ou mensagem. O uso de assinaturas digitais requer a implantação de um sistema de certificação digital válido pelas normais legais brasileiras (ICP-Brasil) e conferido por umas poucas instituições autorizadas. Além disto, não é hoje um processo exatamente barato. A última vez que verifiquei uma única certificação digital de um documento, realizada em cartório, custava cerca de R$3,00.

E por último, foi publicada a Resolução 1.821, de 11 de julho de 2007, do Conselho Federal de Medicina. Ela aprova as normas técnicas concernentes à digitalização e uso dos sistemas informatizados para a guarda e manutenção dos documentos dos prontuários de pacientes, autorizando a eliminação do papel e a troca de informação em saúde. Esta resolução considera que as unidades de serviços de apoio diagnóstico e terapêutico têm documentos próprios, mas que fazem parte dos prontuários eletrônicos. Esta Resolução se baseia em documento elaborado em conjunto pelo CFM e pela Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), o Manual de Certificação para Sistemas de Registro Eletrônico em Saúde, cuja versão 3.0 está disponível. Atualmente, os sistemas informatizados se auto-declaram conformes com os requisitos do Manual, mas a SBIS está avançando para a Fase 2 de certificação dos sistemas. Os sistemas cuja segurança for certificada como “Nível de Garantia de Segurança 1 (NGS1)” não podem eliminar a guarda de registros em papel. Os sistemas certificados como “Nível de Garantia de Segurança 2 (NGS2)” podem manter registros digitalizados e usar a assinatura eletrônica (sic). Os laboratórios clínicos deveriam entrar em contato com os fornecedores dos seus sistemas de informação laboratorial (SIL) para verificarem os níveis de segurança de seus sistemas de forma a se adequarem à prescrição do CFM.

Portanto, trata-de de um tema ainda em início de ebulição. Na minha opinião pessoal (MAIS UMA VEZ, NA MINHA OPINIÃO):

- O tema requer posicionamento oficial das entidades de classe (CFM, CFF, SBPC/ML etc);

- O custo potencial da adoção de certificação digital e assinatura digital poderia ser mais um fator para abalar a saúde financeira dos laboratórios;

- Já observamos até mesmo na nossa comunidade “defensores” desta medida, os quais alegam que o laudo assinado eletronicamente poderia ser “negado” por quem supostamente deveria tê-lo assinado e assim o consumidor ficaria desprotegido e o laboratório mais frágil juridicamente (qualquer um falsificaria seu laudo e assinatura). Um argumento falacioso para defender a implantação de assinaturas digitais onde alguns poucos ganharão e a população como um todo poderá perder em termos de aumento de custo desproporcional à geração de valor.

27 Setembro, 2006

CDC recomenda triagem sorológica de rotina para HIV


Os US Centers for Disease Control and Prevention (CDC) acabam de recomendar que a sorologia para HIV e a triagem "opt out" para HIV passem a ser rotina nas instituições de saúde, de acordo com o número publicado em 22 de setembro de 2006 do Morbidity and Mortality Weekly Report (MMWR Morbid Mortal Wkly Rep. 2006;55(RR-14):1-17).

A triagem "opt out´" é aquela em que o médico solicita a sorologia para HIC como rotina, mas o paciente, ao ser informado, pode optar por não fazê-la se assim preferir. Não há necessidade de consentimento informado específico para este procedimento e esta conduta deve incluir os adolescentes. Já os indivíduos com algum risco devem ser testados pelo menos anualmente.

O CDC considera que a AIDS ainda é uma causa líder de morbidade e mortalidade nos Estados Unidos mas que a disponibilidade atual de tratamentos que melhoram dramaticamente os índices de sobrevivência justificam esta conduta.

A meta desta recomendação é aumentar a triagem para infecção pelo HIV em gestantes e em outros pacientes que procuram os serviços de saúde. Considera-se também que mais pessoas tendem a fazer o teste quando ele é feito em todas as pessoas, independente de uma "avaliação de risco".

No Brasil a triagem sorológica pré-natal já é compulsória, então vamos observar se a triagem "opt out" também será adotada em nosso país.

11 Junho, 2006

55% das consultas médicas geram exames


Uma consulta médica parece sempre gerar pedidos de exames, certo? Errado. Acaba de ser publicado na Revista de Saúde Pública um trabalho realizado em nosso meio, em Pelotas (RS) que mostra que 55% das consultas geraram pedidos de exames. Aproximadamente dentro dos Parâmetros Assistenciais (PAS- SUS), segundo os quais 30 a 50% das consultas ambulatoriais poderão gerar pedidos de exames de laboratório.
O estudo foi realizado por Marcelo S. Capilheira de Iná S. Santos e envolveu 3.100 adultos que realizaram uma consulta médica (pública ou particular) em um período de 3 meses.
O estudo é uma leitura interessante para os profissionais de laboratório, sempre acusados de serem responsáveis por custos excessivos na assistência médica devido ao excesso de solicitações de exames complementares.

25 Abril, 2006

Documento livre sobre a possível pandemia de influenza


É impossível não ser, cada vez mais, fã da internet, que vem nos libertando com informação. Acaba de ser disponibilizado gratuitamente pelo site www.influenzaReport.com o "Influenza Report 2006", editado por Kamps, Hoffman e Preiser. Há evidências se acumulando de que poderemos, em breve, ter que enfrentar uma pandemia de influenza de proporções imprevisíveis, principalmente devido à magnitude da globalização e da interdependência entre as nações. O relatório foi elaborado por um sem número de especialistas para uso livre, ou seja, pode ser traduzido e distribuído livremente. Para nós, de laboratório, há um extenso capítulo. Para nós, seres humanos, há ainda mais informações. Informação é poder!

20 Abril, 2006

NKDEP: O papel do laboratório na prevenção da perda da função renal


O Grupo de Trabalho do NKDEP( National Kidney Disease Education Program - EUA) acaba de lançar o "Creatinine Standardization Program" com a meta de reduzir a variação interlaboratorial da calibração dos ensaios de creatinina e assim permitir que as Estimativas do RFG (segundo a fórmula do MDRD) sejam mais acuradas. O NKDEP também está estimulando os laboratórios a liberarem automaticamente as Estimativas do RFG a cada creatinina sérica solicitada.
Ambos os esforços são parte de uma iniciativa maior do NKDEP no sentido de auxiiar os provedores de assistência à saúde com meios para identificar e tratar precocemente as doenças renais crônicas, de forma a prevenir ou retardar a insuficiência renal.
O "Creatinine Standardization Program" estimula os fabricantes de reagentes a recalibrarem seus métodos de rotina para creatinina de forma rastreável ao IDMS(isotope dilution mass spectrometry) e a trabalharem em cooperação com os laboratórios clínicos de forma a coordenarem a recalibração e a introdução de uma equação para estimativa do RFG revista e apropriada para uso com os novos métodos para dosagem de creatinina com bias "zero".
É extremamente importante que o setor de diagnóstico (laboratórios e indústria) compreendam e apóiem esta verdadeira revolução na prevenção do flagelo da Insuficiência Renal Crônica.
Para saber mais: www.nkdep.nih.gov, também em espanhol.

13 Abril, 2006

Testes diagnósticos genéticos: a nova megatendência


Em recente artigo do New York Times publicado em 13 de abril de 2006, chamado "A Crystal Ball Submerged in a Test Tube", lê-se um interessante panorama de uma megatendência em testes de laboratório.

Empresas com fundo em pesquisas em genética e em proteômica estão desenvolvendo testes de valor prognóstico, especialmente no que se refere a câncer e AIDS. Estes testes são muitas vezes validados e comercializados seguindo o modelo da indústria farmacêutica: validação por meio de ensaios clínicos e venda direta para médicos e pacientes. Alguns destes testes são muito sofisticados, custam milhares de dólares e não são cobertos por planos de saúde.

Com exemplo temos o teste ONCOTYPE DX, da empresa Genomic Health. Este teste indica com maior precisão quais as pacientes com tumor de mama que apresentam baixa incidência de recaída e não se beneficiarão de uma quimioterapia. Ao custo de U$3500 dólares a paciente pode evitar um tratamento sofrido que custa U$20.000.

Em uma perspectiva otimista, estes testes representam o começo de uma nova medicina, onde os tratamentos serão personalizados com base nas chances de sucesso. Em uma perspectiva não tão otimista, aumentarão os gastso com saúde e aumentarão ainda mais as desigualdades entre os pacientes, pois passará a haver a categoria dos "sem teste".

07 Março, 2006

ANVISA - RDC 302/2005 - Edição Comentada

Em 13 de outubro de 2005, a ANVISA publicou a RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA - RDC Nº. 302, que dispõe sobre Regulamento Técnico para funcionamento de Laboratórios Clínicos.
A empresa Labtest, em consonância com os objetivos da ANVISA, convidou-me para elaborar a publicação "RDC 302: 2005 - Edição Comentada - Compreendendo o Regulamento". O objetivo da publicação é ajudar na compreensão do regulamento e criar facilitadores a fim de que os laboratórios desenvolvam as estratégias necessárias à implementação de táticas práticas para atender com sucesso, os desafios da RDC 302:2005.

Para ter acesso à Edição Comentada da Labtest, entre em contato com a empresa através do SAC: 0800-313411 e para ler a notícia completa, o endereço web da Labtest é http://www.labtest.com.br.

15 Fevereiro, 2006

Livro recomendado: Globalização na Área da Saúde

Adquiri recentemente o livro do biomédico Rogério Cavalcanti sobre " os processos de aquisição e fusão dos laboratórios clínicos no Brasil e suas implicações". Alguém, talvez o editor, deu-lhe o ambicioso título de "Globalização na Área de Saúde", da série Gestão Hospitalar da Editora Qualitymark.
Não se deixem enganar pelo título infeliz, pois a obra traça, na verdade, um panorama muito interessante da história recente do setor diagnóstico no país, enriquecida pela experiência direta do autor, que trabalhava no Laboratório Bronstein (RJ) e acompanhou o processo de aquisição pela DASA.
Diz a apresentação do livro:
"O autor apresenta um estudo dos processos de fusão e aquisição em laboratórios de análises clínicas e os efeitos da globalização nestes processos.
Rogério Cavalcanti apresenta um passo a passo deste processo, desde o conceito de globalização, o mercado atual e como funcionam os processos de fusão e aquisição.
O livro é divido em 14 capítulos e é fruto de estudos e pesquisas do autor na área de saúde. Ele também foca nas relações humanas mostrando como preservar o capital intelectual das organizações.
Conteúdo:
-Introdução à globalização
-Análise do mercado de laboratórios de análise clínicas no Brasil até 1998
-Características das principais empresas
-As fusões, aquisições e parcerias na área de análises clínicas
-Análise do mercado com relação aos fornecedores
-Análise do mercado de saúde no Brasil
-As mudanças no mercado globalizado para os clientes e para os profissionais da área de saúde
-Gestão em saúde
-Gestão de conflitos
-As alterações da estrutura interna dos laboratórios que passaram por processos de aquisição e/ou fusão
-Conclusão
-Apêndice"
O site da editora é www.qualitymark.com.br.

07 Fevereiro, 2006

Teste para gripe aviária liberado pelo FDA


Em 3 de fevereiro de 2006 a Food and Drug Administration (FDA) anunciou a liberação de um teste laboratorial para o Vírus Influenza A/H5 (Linhagem Asiática) pela metodologia qualitativa Real-Time Reverse Transcription--Polymerase Chain Reaction (RT-PCR), contendo Primer e Conjunto de Sondas e ainda vírus inativado como fonte de controle positivo de RNA. Existem duas linhagens genéticas de vírus influenza A/H5: Eurasiana e Norte-americana.
De 1 de dezembro de 2003 a 3 de fevereiro de 2006 a World Health Organization (WHO) reportou 161 casos confirmados de gripe aviária em humanos, causados pelo Vírus influenza A (H5N1); destes, 86 (53%) foram fatais. As infecções ocorreram no Camboja, China, Indonésia, Iraque, Tailândia, Turquia e Vietnam.
Os testes com o novo ensaio estão restritos à Laboratory Response Network (LRN), formada por cerca de 140 laboratórios em 50 estados (EUA).Ver informações adicionais no site www.fda.gov.




05 Fevereiro, 2006

WEB COAG - Um interessante sistema de apoio à decisão


Uma área da Tecnologia da Informação que nos parece uma tendência para o futuro é o desenvolvimento de sistemas de apoio à decisão baseados na web. Portanto, sugerimos aos nossos leitores uma visita ao "WEB COAG", desenvolvido por Andy Nguyen, da Medical School at Houston, Texas.
WEB COAG é um sistema de suporte à decisão com base na Web para diagnóstico de coagulopatias. Atualmente há três funções principais no sistema:
- Coagulation Profile;
- Differential Diagnosis;
- Synopsis of Coagulopathy and Therapy.
Por exemplo, em "Coagulation Profile", é possível selecionarmos uma condição, como por exemplo, a deficiência de Vitamina K, e termos imediatamente os resultados esperados (o "perfil") de sete testes de triagem de coagulopatias.
O link é: http://dpalm.med.uth.tmc.edu/faculty/bios/nguyen/Webcoag/WEBCOAG.HTM

11 Janeiro, 2006

Campanha "Sobrevivendo à Sepse"


Está em andamento a Campanha "Sobrevivendo à Sepse", lançada pela Society of Critical Care Medicine (www.sepsisnet.org). Várias diretrizes para o diagnóstico e tratamento da sepse foram elaboradas e há importantes interfaces laboratoriais (como lactato, PCR, hemocultura, pró-calcitonina e outras).
Através de estudos epidemiológicos e de projeções, calcula-se que cerca de 400 mil brasileiros desenvolvam sepse grave a cada ano com aproximadamente 17% dos leitos de terapia intensiva ocupados por esses pacientes. Em nosso país a situação é particularmente grave , pois temos alta incidência com alta mortalidade (56% no Brasil contra 38% no resto do mundo).
A campanha é mundial e visa reduzir, até 2009, a taxa de mortalidade da sepse por meio da padronização do diagnóstico e do tratamento da doença em unidades hospitalares, além do acompanhamento da qualidade do tratamento por meio de indicadores. O grande desafio é fazer com que todas as diretrizes sejam realmente aplicadas ao paciente. Os profissionais de laboratório, principalmente os que atuam em hospitais, têm uma grande contribuição a dar. A referência brasileira é o Instituto Latino-Americano para Estudos da Sepse (Ilas) - www.ilas.org.br.

10 Janeiro, 2006

Testes para a detecção de câncer da próstata têm eficiência questionada

Acaba de ser publicado pela revista "Archives of Internal Medicine" o artigo "The Effectiveness of Screening for Prostate Cancer - A Nested Case-Control Study ", de autoria de Concato e outros autores, realizado em 10 "Veterans Affairs medical centers" em New England (EUA) e englobando 1.002 pacientes. Destes, 501 tinham diagnóstico de câncer da próstata. O estudo não encontrou benefício para os pacientes em terem realizado triagem para câncer da próstata nem por meio de PSA nem por meio de toque retal na redução da mortalidade. A amostragem é pequena e aguarda-se a conclusão de um estudo multicêntrico que deverá ser concluído em 2.009. Por enquanto recomenda-se que os pacientes sejam informados quanto às limitações dos procedimentos de triagem para câncer da próstata para uma decisão conjunta com seu médico quanto a se submeter ou não a estes exames.
Veja o "Abstract" do trabalho abaixo:
"The Effectiveness of Screening for Prostate Cancer - A Nested Case-Control Study
John Concato, MD, MPH; Carolyn K. Wells, MPH; Ralph I. Horwitz, MD; David Penson, MD; Graeme Fincke, MD; Dan R. Berlowitz, MD, MPH; Gregory Froehlich, MD; Dawna Blake, MD; Martyn A. Vickers, MD; Gerald A. Gehr, MD; Nabil H. Raheb, MD; Gail Sullivan, MD, MPH; Peter Peduzzi, PhD
Arch Intern Med. 2006;166:38-43.
Background Screening for prostate cancer is done commonly in clinical practice, using prostate-specific antigen (PSA) tests or digital rectal examination (DRE). Evidence is lacking, however, to confirm a survival benefit among screened patients. We evaluated the effectiveness of PSA, with or without DRE, in reducing mortality.
Methods We conducted a multicenter nested case-control study at 10 Veterans Affairs medical centers in New England. Among 71 661 patients receiving ambulatory care between 1989 and 1990, 501 case patients were identified as men who were diagnosed as having adenocarcinoma of the prostate from 1991 through 1995 and who died sometime between 1991 and 1999. Control patients were men who were alive at the time the corresponding case patient had died, matched (1:1 ratio) for age and Veterans Affairs facility. The exposure variable (determined blind to case-control status) was whether PSA testing or DRE was performed for screening prior to the diagnosis of prostate cancer among case patients, with the same time interval for control patients. The association of screening and overall or cause-specific (prostate cancer) mortality was adjusted for race and comorbidity.
Results A benefit of screening was not found in our primary analysis assessing PSA screening and all-cause mortality (adjusted odds ratio, 1.08; 95% confidence interval, 0.71-1.64; P = .72), nor in a secondary analysis of PSA and/or DRE screening and cause-specific mortality (adjusted odds ratio, 1.13; 95% confidence interval, 0.63-2.06; P = .68).
Conclusions These results do not suggest that screening with PSA or DRE is effective in reducing mortality. Recommendations for obtaining "verbal informed consent" from men regarding such screening should continue."

02 Janeiro, 2006

'Lei das Hepatites"


O presidente Luís Inácio Lula da Silva sancionou nesta primeira semana de janeiro de 2006 a chamada "Lei das Hepatites" , que define diretrizes para a prevenção e o tratamento dos vários tipos da doença. Trata-se da Lei 11.255/05. Entre as medidas que se tornaram obrigatórias com a lei estão a divulgação de informações sobre a doença, a definição de critérios para diagnóstico, o tratamento das hepatites virais e a capacitação de instituições para transplante de fígado. A peçaé importante porque obriga o Sistema Único de Saúde a prestar auxílio integral aos portadores deste grupo de moléstias, inclusive os caros medicamentos necessários para o tratamento da Hepatite C. Estima-se que cerca de 3% da população do planeta - cerca de 170 milhões de pessoas - tenham a forma crônica e que existam no Brasil cerca de 5 milhões de portadores de hepatite C.
Como a Lei 11.255/05 aborda os critérios diagnósticos, prevemos que haja impacto para os laboratórios clínicos. Assim que o texto legal estiver disponível o LABConsult fará a sua divulgação.
Veja a íntegra da Lei No. 11.255 no link a seguir:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11255.htm

Nome:
Local: Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil

Monja budista.

Powered by Blogger